sábado, 28 de novembro de 2009

Terrorismo islâmico...e cristão!

Este é dos assuntos em que penso bastante.

O Terrorismo islâmico, também conhecido como  terrorismo jihadista, é o terrorismo religioso praticado por aqueles cujas motivações estão enraizadas nas suas interpretações do Islão.

Estatísticas recolhidas pelo Centro Nacional de Contra-Terrorismo dos Estados Unidos indicaram que o "extremismo islâmico" foi responsável por aproximadamente 25% de todas as fatalidades por terrorismo no mundo inteiro, e por uma maioria de fatalidades pelas quais a responsabilidade pôde ser concludentemente determinada. Esses actos de terrorismo incluiram desvios de aviões, decapitações, raptos, assassinatos, ataques suicidas e ocasionalmente, violações.

O maior acto de terrorismo islâmico talvez tenha sido o atentado às Torres Gémeas nos Estados Unidos. Outros ataques proeminentes ocorreram no Iraque, Afeganistão, Índia, Israel, França, Rússia e na China. Estes grupos terroristas frequentemente descreveram as suas acções como jihad Islâmica. Frases auto-proclamadas de castigo ou morte, foram emitidas publicamente como ameaças, muitas vezes na forma de Fatwas.

Contudo, sempre que penso nisto, só concluo que:
 
O terrorismo religioso, seja na derivação que queiramos dar, foi algo que o ocidente criou.
Basta pensarmos, na história da humanidade, em que milhares de pessoas morreram por causa do espírito de Cruzadas em nome da religião de Deus, mas na realidade, o verdadeiro espírito era a avidez de glória e de riqueza. Quantas civilizações desapareceram,e pessoas que foram mortas, por causa do bom nome de Deus, e em que Deus, nada tinha e têm a haver com isto?

Ainda hoje no mundo ocidental existem organizações de terrorismo cristâs. Exemplos disto são:
 
Grupos terroristas cristãos católicos:

* Provisional Irish Republican Army.
* Official IRA
* Irish National Liberation Army (also known as the Catholic Reaction Force)
* Irish People's Liberation Organisation
* Continuity IRA
* Real IRA

Grupos terroristas cristãos protestantes:

* Ulster Volunteer Force
* Ulster Defence Association
* Loyalist Volunteer Force
* Red Hand Commandos
* Ulster Resistance
 
Terrorismo, por definição, é um método que consiste na utilização ilegal de força ou de violência planeada contra pessoas ou património, na tentativa de coagir ou intimidar governos ou sociedade para atingir objectivos políticos ou ideológicos.
 
Lendo o último paragrafo só me vêm à mente uma pergunta: "Quem é terrorista e quem não é?".
Digam-me por favor, que eu agradeço!
 
 
 
*Várias fontes (wikipédia, e outos sites não aconselháveis)

8 comentários:

Gemini disse...

A religião foi, durante muito tempo, uma fuga à miséria, à pobreza extrema. A certeza do "pão nosso de cada dia". Foi também um modo de garantir o acesso ao conhecimento. Saberás disto tão bem quanto eu.

Não podemos confundir a estrada da beira com a beira da estrada...

Nem instituições com os seus servidores!

O sr. Vale e Azevedo, não é, nem foi, o Benfica! Mas também teve os seus apoiantes e seguidores...

FELIZ NATAL, desde já!

Abraço.

E... disse...

Gemini:

Claro que sei disso! !A religião matou muita fome a muita gente, mas também matou à fome muita gente. Aliás, matou muita gente.Ponto! Basta pensar na idade negra que é o período mais negro da história humana, em que milhares de pessoas foram queimadas vivas, torturadas das mais variadas formas e massacradas em nome de Deus, e se regrediu três séculos em ciência.

Mas não é disso que falo!Falo do facto de se usar a religião como pretexto para justificar tomada de posições contra outros. E aqui não tens como distiguir as instituições dos seus servidores, pois estas são feitas com eles, logo foram, são e serão sempre "uno". Mas não considerando isto, o Islão não preconiza o terrorismo islamico, assim como o Cristianismo não preconiza o terrorismo cristão.
A controvérsia em redor deste assunto recai em determinar se o acto terrorista é auto-defesa ou agressão. No caso do terrorismo islâmico em que ponto ficamos?

Talvez só saberemos quando o ocidente deixar o médio oriente! Mas como o petróleo está por lá ...

E... disse...

Gemini:

Feliz natal ( não passou despercebida esta)

Gemini disse...

Acho que continuamos a confundir. Um seguidor promove, propõe, sugere, jamais condena, impõe ou obriga. Na parábola da traição a Cristo, quem é que errou? - Cristo que confiou ou judas que traiu?... E aqui? Serão estes membros dignos desse nome; membros? - Ou somos nós que os queremos ver como tal? - Serão os valores defendidos pelo islão e pelo cristianismo responsáveis pelo mau uso destes seguidores? E os maus advogados expulsos da ordem? São eles que tornam a lei menos credível?

Auto-defesa ou agressão, perguntas. Dá-me a tua opinião; O que é que para ti justifica o terrorismo? - Para mim, nada justifica o terrorismo, portanto, se NADA o justifica, auto-defesa NUNCA será!

Abraço!

E... disse...

Meu caro Gemini:

Acho que estamos a confundir, e está-se a misturar tudo numa só coisa.

Nada valida o terrorismo. Ponto assente!
Agora que pode ser auto-defesa, pode.

Ninguém pode através de coação impor uma ideologia a outro. Porque razão o Ocidente entende que o médio oriente deve ser regido de acordo com o que pensa para a região. Porque razão, os iraquianos, não se podem considerar invadidos, e a única forma de ver exercido o seu direito à Auto-determinação, é através da guerrilha e dos tantos anunciados ataques terroristas (para nós, ocidente)dentro do seu território.
Olhamos atentamente sempre para as Torres Gémeas, e este assumo, que não foi um acto de auto-defesa. Foi um ataque deliberado.
Choramos as 5000 mil pessoas que morreram neste ataque! Mas quantas 5000 pessoas ficaram por chorar no médio oriente e por esse mundo fora por imposição da ideológica ocidental. Isto também é terrorismo, é terrorismo ideológico.

A minha pergunta é clara! Quem é terrorista e não? Se os povos com religiosidade mulçumana têm no seu seio fracções terroristas, os povos com religiosidade cristã também têm, e têm na sua história, movimentos de suposta, imposição religiosa (a inquisição é um exemplo disto, as cruzadas outro). O que é terrorismo! E ainda hoje podemos falar em terrorismo. Em terrorismo ideológico, porque o ocidente quer impor a sua ideologia e a sua visão de enquadramento geopolítico mundial por todo o mundo, muitas vezes por sanções económicas, muitas vezes por guerra deliberada.

Concluo, é que não há inocentes nisto, só os que morrem e que não têm nada a haver com as tomada de posições dos seus líderes.

Mário Rodrigues disse...

Rui,

Todos nós o somos! E praticamos terrorismos com actos, palavras, ideias...mas acima de tudo com a afronta de uma exuberância de inteligência ocidental de que não somos detentores. Somos terroristas quando condenamos a falta de direitos humanos a oriente e ao mesmo tempo consumimos desenfreadamente os produtos que só têm o preço que têm porque são feitos por escravos. Somos terroristas quando apontamos os dedos e adjectivamos os outros sem vermos que deveríamos estar calados. Religiosamente falando, não há anjos! Isto é um balde de mafarricos...

Um abraço

P.S. Passa por http://deusoinfinitoemaisaquem.blogspot.com/

Nirvana disse...

Ia jurar que tinha deixado aqui um comentário. Que o escrevi, escrevi, o que lhe aconteceu, não sei... terrorismo internético, se calhar, porque senão das duas uma ou fui censurada :( ou não ando mesmo bem :(.

O terrorismo pode ser praticado em qualquer sítio, sob que pretexto for. Até dentro de uma casa, quanto mais a nível mundial.
A religião sempre moveu os povos. Seja porque precisamos de encontrar uma justificação ou dar um sentido à nossa existência, seja porque precisamos de acreditar que somos diferentes dos outros animais, seja porque motivo for, desde os primórdios da humanidade que o Homem procura um(s) deus(es) para adorar. O terrorismo religioso explica-se facilmente por aí. É fácil cativar as pessoas por aí. Não podemos é confundir as ideologias religiosas com o que as pessoas entendem.
Em relação à igreja, na minha opinião, Deus é uma coisa e a Igreja é outra, é feita por homens. Não concordo com o Saramago. Não serei lá muito católica, muitas vezes tenho dúvidas, mas em relação à Bíblia, por exemplo, cada um a interpretará como entender, ou como achar conveniente. As palavras têm esse dom, podemos mudar~lhes o sentido. O mesmo em relação ao islamismo. Pode ser verdade que o Ocidente tem algum papel, ou eles ficariam sem alvos a atingir. Acho que a religião serve apenas como desculpa para encobrir outros interesses, nomeadamente os económicos.
Quando vejo imagens como essa criança que tens aqui, só penso como é possível.
Terroristas são os que põem as armas e as bombas nas mãos dos outros, são os que usam o seu poder de cativar, de incentivar, para mandar inocentes para a morte. Estes, os que se fazem explodir ou vão contra as torres são terroristas? Ou pobres coitados? Eu vou mais pela segunda. São pessoas a quem toda a vida incutiram ódio.
Acho que não podemos culpar Deus, Alá, a religião, ou o nome que lhe quiserem dar por estes actos. Nem todos os cristãos cometeram actos de violência, assim como nem todos os muçulmanos. A igreja católica errou muito, e continua a errar em muitas coisas. Mas a igreja, E..., são os homens.

Beijinhos

Rerisson C. disse...

Em primeiro lugar, “terrorismo” foi realmente uma invenção do Ocidente. A “era do Terror” surgiu na Revolução Francesa, aquela revolução, celebrada até hoje, que, entre outras coisas, queria varrer a religião (cristã) do mapa, para poder criar um “mundo melhor” e que, para isso, matou em apenas QUATRO ANOS mais do que a Inquisição havia matado em QUATRO SÉCULOS.

Você concordaria que esse Terror, assim como o islâmico, foi motivado não pelo cristianismo, mas pelo ódio ao cristianismo?

Segundo, as Cruzadas não foram uma guerra de conquista, mas de reconquista, de reação. O Islã JÁ havia destruído os reinos cristãos na África e no sul da Península Ibérica, havia feito milhões de cristãos de escravos.

Também tinha invadido e dominado a Palestina, onde árabes, judeus e cristão conviviam normalmente há séculos, e promoveu por décadas uma perseguição aos cristãos e judeus. A reconquista de Jerusalém é uma tentativa de parar a perseguição aos “irmãos cristãos”. Você pode até tentar argumentar que foi errado e que seria melhor se os europeus tivessem deixado os muçulmanos materem os cristãos palestinos em paz. Mas não me diga que quem começou a guerra foram os cristãos “por avidez e riqueza”.

Eu sei que o discurso hegemônico é esse que narra a posição do Islã de forma neutra e as ações dos cristãos como maligna, mas eu te peço para questionar a parte omitida. De modo mais direto, eu pergunto: se foi JUSTAMENTE o Islã que inventou o conceito de religião expansionista, como é que os cristãos é que devem ser acusados de serem os que começaram a maldade?

E a propósito: 95% das